BRDE financia novas Pequenas Centrais Hidrelétrica no Paraná

Serão 28 unidades geradoras de energia, entre Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), termoelétrica e biodigestor.
O Paraná terá mais 28 empreendimentos geradores de energia, entre Pequenas Centrais Hidrelétricas…

Serão 28 unidades geradoras de energia, entre Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), termoelétrica e biodigestor.

O Paraná terá mais 28 empreendimentos geradores de energia, entre Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), termoelétrica e biodigestor, todas com licença prévia já concedidas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A construção das unidades terá apoio do BRDE, por meio do programa BRDE Energia.

Juntos esses empreendimentos representam um investimento estimado de R$ 920 milhões e devem gerar 183,4 MW. O investimento foi anunciado pelo governador Beto Richa, na quarta-feira (11), no Palácio Iguaçu.

“A construção dessas unidades geradoras de energia é especialmente importante no momento em que o Estado recebe um fluxo forte de investimentos nacionais e internacionais”, disse o governador Beto Richa.

A energia a ser gerada pelas novas unidades é suficiente para atender 735 mil pessoas. Os empreendimentos são privados, mas podem se ligar à rede de distribuição de energia da Copel vendendo o excedente que não for aproveitado ou atuando no mercado paralelo.

Dos 28 projetos, 13 são de Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), 12 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), uma Usina Hidrelétrica com capacidade de produção de 32 MW, uma Usina Termoelétrica de geração de energia elétrica a biogás com capacidade de produção de até 10 MW, um biodigestor de lodo de esgoto e resíduos orgânicos.

BRDE ENERGIA

O BRDE Energia apoia projetos de eficiência energética, com recursos de R$ 60 milhões para os três Estados do Sul. A linha, com recursos próprios, oferece condições especiais para projetos de energia renovável, como solar e eólica. O objetivo é combater o desperdício e contribuir para a racionalização do uso de energia em ambientes produtivos ou comerciais.

“É um programa que dá foco e prioridade a esses projetos de financiamento das pequenas centrais. Hoje o banco tem recursos do BNDES, próprios e de outras fontes, como a própria Finep, para financiar a implantação desses projetos de geração, que podem ser até mesmo de biomassa e de resíduos sólidos”, disse o diretor administrativo do BRDE, Orlando Pessuti.

O BRDE tem atualmente nove  pedidos em análise e em fase de contratação para investimentos no setor de energia, que somam, juntos, R$ 120 milhões entre várias linhas de financiamento.

Impacto – O presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, disse que os projetos têm um impacto importante principalmente aos municípios, porque estão localizados em regiões de IDH muito baixo, em cidades com carência de desenvolvimento. “A indenização aos proprietários das terras e a mão de obra necessária para as obras vão gerar benefícios para esses locais”, disse ele.

“Para o Estado, desde que retomamos os licenciamentos, já contamos com mais 2.400 MW liberados, o que gera impacto forte não apenas para o Paraná, mas para o setor energético do Brasil todo”, acrescentou o presidente do IAP.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, afirmou que, com o licenciamento dessas geradoras, o Paraná dá a sua contribuição para minimizar a crise energética. “Essas autorizações foram feitas com muito critério, com muita responsabilidade”.

Emprego – As novas unidades gerados de energia devem criar 450 empregos diretos e até 3 mil, se consideradas também as vagas indiretas e de efeito renda, de acordo com projeção do diretor de assuntos ambientais da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH), Pedro Luiz Fuentes Dias.

Dias destacou que, em municípios menores, a instalação de uma unidade de geração de energia pode até multiplicar por três o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade. Além do impacto social, com geração de emprego e renda em municípios menores, as unidades de geradora também ajudam a movimentar a cadeia de equipamentos, que é nacional.

Municípios – Os empreendimentos serão construídos em 30 municípios: Guarapuava, Assis Chateaubriand, Nova Aurora, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Jesuítas, Tupãssi, Nova Aurora, Telêmaco Borba, Ortigueira, Salto do Lontra, Cruzeiro do Iguaçu, Castro, Coronel Domingos Soares, Itaguajé, Colorado, Tibagi, Catanduvas, Porto Vitória, Ubiratã, Rancho Alegre do Oeste, Lobato, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Boa Ventura de São Roque, Verê, São João, Anahy, Iguatu, Manoel Ribas e Pitanga.

Atualmente há um forte impulso por investimentos em projetos de energia no Paraná. Pelo menos 250 pedidos de construção tramitam no IAP. Juntos, os empreendimentos somam R$ 8,3 bilhões em investimentos e 1.116 MW, energia suficiente para atender uma cidade com 2 milhões de habitantes, como Curitiba, de acordo com cálculo da ABRAPCH. São projetos que podem gerar 18 mil empregos diretos e indiretos em dois anos.

Retomada – As licenças para a construção e o funcionamento de empreendimentos de geração de energia no Paraná foram suspensas em 2003 pelo Governo do Estado. Em 2011, o IAP retomou as análises dos pedidos de licenciamento ambiental e de construção. Até junho desse ano, o IAP já licenciou duas eólicas, 5 usinas hidrelétricas, 28 PCHs e 28CGHs que somam juntos cerca de 1200 MW.

Ivo Pugnaloni, presidente da ABRAPCH, disse que o Governo do Paraná retomou, na gestão de Beto Richa, o diálogo com o setor privado. “Desde 2011 o governo tem encorajado as PCHs a fim de ampliar a capacidade de geração de energia, fator essencial para o programa de industrialização por que passa o Estado”, disse ele.

Fonte: www.brde.gov.br

 

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